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A redação do Enem 2017 marcou o encontro de milhares de estudantes com um tema que ecoou por anos nas salas de aula: “A frase transcrita em árabe na lousa por um mestre de escola muçulmana, durante a ida de Maomé a Taif, expressa a ideia de que ‘ensinará o homem a não ser mau’. Quais as consequências de se ensinar o homem a não ser mau?” Naquele ano, a prova de redação não foi apenas mais uma etapa do exame, mas um espaço de reflexão sobre educação, ética e transformação social, posicionando o candidato como crítico e agente de mudanças.
Contextualização histórica e social da redação de 2017
A escolha da temática “ensinar o homem a não ser mau” trouxe à tona discussivas profundas sobre a responsabilidade educativa em tempos de tensão cultural. A redação do Enem 2017 surgiu em um cenário de debates acalorados sobre educação moral, religiosidade e pluralismo, fatores que influenciaram diretamente a argumentação de muitos alunos. O enunciado, baseado em um fragmento histórico relacionado à viagem do profeta Maomé, convidou-os a refletirem sobre o papel da escola e da família na formação de valores éticos, questionando o mito de que a educação formal seria a única responsável por transformar indivíduos.
Além disso, o tema trouxe à tona a importância de um contexto mais amplo: a convivência entre diferentes crenças e a busca por princípios universais de educação. Para muitos, a redação Enem 2017 foi uma oportunidade de equilíbrio entre o respeito às diferenças e a defesa de valores que transcendem culturas. O desafio estava em elaborar um texto que não apenas discutesse o passado, mas que apresentasse argumentos consistentes sobre como a sociedade poderia, de fato, construir cidadãos melhores, sem imposições morais autoritárias.
Estrutura argumentativa esperada na redação
Uma redação do Enem 2017 bem-sucedida costumava seguir uma estrutura clara: introdução com tese central, desenvolvimento com argumentos embasados e conclusão que reforçava a proposta. No desenvolvimento, era fundamental abordar os impactos de “ensinar o homem a não ser mau” em diferentes esferas, como educação formal, família, mídia e políticas públicas. Argumentos sobre a importância da educação emocional, da formação crítica e da promoção de ambientes inclusivos eram frequentemente destacados para demonstrar profundidade analítica.
Os candidatos que se destacaram souberam equilibrar dados históricos, referências contemporâneas e exemplos pessoais de educação. Por exemplo, mencionar iniciativas de escolas que trabalham educação para a paz, ou discutir a influência das redes sociais na formação de preconceitos, ajudava a tornar a argumentação mais concreta. A chave estava em evitar generalizações e mostrar, com clareza, como a proposta de mudança poderia ser aplicada na realidade brasileira.
Difíceis e erros comuns encontrados na prova
Apesar da temática ser acessível, muitos alunos enfrentaram desafios ao escrever a redação do Enem 2017. Um dos erros mais recorrentes foi a interpretação parcial ou desconexão do tema central, com alguns candidatos focando apenas em “não ser mau” sem estabelecer a ligação com o processo educativo. Outro problema frequente foi a falta de coesão entre os parágrafos, resultando em textos que pareciam uma lista de ideias sem um fio condutor que unisse a argumentação.
Além disso, a ausência de exemplos práticos e a sobrecarga de informações genéricas comprometiam a qualidade da redação. Dominar a técnica de usar analogias, situações do cotidiano e dados reais fez grande diferença na pontuação. Por isso, a prática contínua de elaboração de textos, com feedback e revisão criteriosa, era essencial para evitar deslizes que custavam pontos em tão disputada prova.
Como estudar para redações similares hoje
Estudar com base na redação do Enem 2017 é uma excelente estratégia para quem busca se preparar para provas de avaliação de texto. A atualidade dos temas é um ponto forte: mesmo anos depois, a discussão sobre educação ética e cidadania permanece relevante. Recomenda-se revisar artigos sobre educação moral, assistir a debates e praticar a escrita com base em temas que incentivem a reflexão crítica, mantendo sempre o foco na clareza, coesão e argumentação consistente.
Além disso, é fundamental ampliar o vocabulário e repertório cultural para conseguir sustentar os argumentos. Ler textos opinativos, acessar bases de dados com questões sociais atuais e participar de grupos de estudo para debater diferentes pontos de vista são ações que ajudam a desenvolver a capacidade de síntese necessária. A redação Enem de qualquer ano exige domínio da língua, mas também a coragem de posicionar-se com empatia e fundamentação.
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Legado e lições da redação de 2017
A redação do Enem 2017 deixou um legado importante: mostrou que exames podem ser espaços de transformação intelectual e não apenas de avaliação. Ela provou que um bom texto argumentativo não nasce da memória de fórmulas prontas, mas da capacidade de questionar, conectar ideias e propor caminhos possíveis. Para muitos, foi uma primeira experiência em ver suas opiniões públicas discutidas com seriedade, num cenário que valorizava a clareza e a profundidade.
Hoje, essa prova serve de referência para estudantes, educadores e pesquisadores que querem entender como a sociedade brasileira dialoga sobre educação e ética. A redação Enem de 2017 permanece um marco não apenas pela dificuldade técnica, mas pela coragem de abordar temas que tocam no cerne da convivência humana, incentivando a todos a refletirem sobre o tipo de mundo que queremos construir.
Em resumo, a redação do Enem 2017 foi um convite à ação intelectual e ética, desafiando os candidatos a olharem para dentro e para o entorno com responsabilidade. Seu estudo contínuo garante que futuras gerações possam não apenas aprender a escrever bem, mas também a usar a palavra como instrumento de construção de uma sociedade mais justa e compassiva, pronta para enfrentar os desafios do século com sabedoria e esperança.