Table of Contents
- O que são concordância verbal e nominal e por que importam
- Concordância verbal: regras básicas e exemplos práticos
- Concordância nominal: substantivos, adjetivos e artigos em harmonia
- Regras de concordância com coletivos e termos conexos
- Situações especiais: sujeito indeterminado, impessoal e generalizações
- Dicas práticas para identificar e corrigir erros de concordância
- Conclusão
Dominar as questões de concordância verbal e nominal é essencial para construir frases corretas e fluidas em português, pois garantem que sujeito e verbo, ou nomes e adjetivos, estejam em perfeita harmonia.
O que são concordância verbal e nominal e por que importam
A concordância verbal e nominal são regras gramaticais que mantêm a coesão e a clique da frase ao alinhar diferentes elementos dentro do núcleo sintático. A concordância verbal exige que o verbo corresponda ao sujeito em pessoa, número e, em alguns casos, modo, enquanto a concordância nominal trata da ligação entre substantivos, adjetivos, artigos e pronomes em gênero e número. Essas regras não são apenas formalidades, mas mecanismos que ajudam o leitor a interpretar rapidamente quem ou o que está agindo e como os elementos se relacionam, evendo ambiguidades e facilitando a compreensão.
Quando esses acordos estão corretos, a mensagem flui naturalmente, soa profissional e transmite confiança ao leitor ou ouvinte. Por outro lado, falhas na concordância podem gerar confusão, tornar a frase estranha ou mesmo mudar o significado pretendido. Por isso, entender profundamente como funcionam as questões de concordância verbal e nominal é um passo decisivo para melhorar a qualidade da escrita e da fala, seja no cotidiano, nos estudos ou no mundo profissional.
Concordância verbal: regras básicas e exemplos práticos
A base da concordância verbal está na correspondência entre o sujeito e o verbo. No português, o verbo deve variar de acordo com a pessoa (primeira, segunda, terceira) e o número (singular ou plural) do sujeito, respeitando ainda o modo, como indicativo, subjuntivo e imperativo. Por exemplo, no indicativo do presente, para o verbo "falar", temos "eu falo", "tu falas", "ele fala", "nós falamos", "vós falais" e "eles falam", demonstrando como a raiz se mantém enquanto as terminações se adaptam.
Em situações mais complexas, como orações subordinadas ou sujeitos compostos, a regra continua a mesma, mas a aplicação exige atenção. Veja: "Após o time chegar, ele organizará os documentos", onde o verbo na oração principal concorda com sujeito singular futuro, mesmo estando sujeito a uma ação anterior. Também é comum surgirem dúvidas com sujeitos como "um dos alunos" (singular) ou "a família e os amigos" (plural), mas a lógica é simples: identificar quem realmente realiza a ação e escolher a forma verbal que combine com esse núcleo.
Concordância nominal: substantivos, adjetivos e artigos em harmonia
A concordância nominal garante que os elementos que nomeiam pessoas, coisas, lugares ou ideias estejam em acordo entre si, especialmente quanto ao gênero (masculino ou feminino) e ao número (singular ou plural). Isso se aplica não apenas ao substantivo com substantivo, mas também ao substantivo com adjetivo, artigo, numeral e pronome, formando uma unidade coesa na frase.
Por exemplo, ao dizemos "as cadeiras vermelhas", mantemos a concordância nominal, pois "cadeiras" é feminino e plural, e "vermelhas" segue o mesmo gênero e número. Já em "o livro interessante", ambos os elementos são masculinos e singulares. Esses pequenos detalhes são fundamentais para evitar construções como "a problema" ou "os decisão", que quebram a fluência e soam aos ouvidos atentos.
Regras de concordância com coletivos e termos conexos
Os substantivos coletivos, como "equipe", "família", "grupo" e "partido", costumam gerar dúvidas, pois podem exigir verbo ou adjetivo tanto no singular quanto no plural, dependendo do foco. Se o sujeito for visto como uma unidade, usa-se o singular: "A família está feliz". Porém, se o sujeito for visto como os indivíduos que a compõem, emprega-se o plural: "A família estão discutindo o assunto". A chave está em definir se se pensa no conjunto ou nos membros isoladamente.
Outro caso recorrente é o uso de termos como "ou", "nem", "quer... quer", "tanto... quanto" e "nem... nem", que ligam sujeitos distintos. Nesses casos, o verbo geralmente concorda com o núcleo mais próximo, seguindo a regra da proximidade. Por exemplo, "Nem o menino nem as meninas estão aqui", onde a plural "meninas" define a forma verbal, enquanto "Quer o café ou o chá estão gelados" pode ser aceitável em contextos informais, embora "está" seja mais rigoroso quando falamos de itens singulares.
Situações especiais: sujeito indeterminado, impessoal e generalizações
Existem construções em que o sujeito não é explicitado ou é genérico, exigindo formas verbais específicas. Orações como " Chove canivetes", " É preciso estudar" ou " Há muito tempo sem te ver" empregam verbos impessoais, que não se flexionam para a terceira pessoa do singular, mesmo sem um sujeito definido. Da mesma forma, generalizações com "gente", "pessoas", "a maioria" e "meio" podem flexionar no singular ou plural, dependendo do foco, embora seja comum, sobretudo no falante cotidiano, usar o plural quando se pensa nos indivíduos.
Frases como " As crianças parecem são felizes" revelam erro, pois o verbo "parecer" nesse contexto exige o infinitivo "serem" ou, em algumas situações, o verbo de ligação em concordância com o sujeito. " As crianças parecem felizes" está correto, pois "felizes" concorda em número e gênero com "crianças". Esses detalhes mostram como a concordância verbal e nominal se entrelaçam para garantir clareza e precisão, especialmente em locuções verbais e expressões de estado.
Dicas práticas para identificar e corrigir erros de concordância
Para fixar as regras de concordância verbal e nominal, é útil treinar a identificação do núcleo do sujeito, separando-o de complementos e adjetivos que não definem número ou gênero. Frases como "Um dos carros quebraram" são enganosas, pois o núcleo é "carro" (singular), então a forma correta seria "quebrou". Já "A máquina e o computador estão prontos" exige plural, pois há dois sujeitos distintos ligados por "e".
Revisar frases complicadas devagar, lendo em voz alta, costuma ajudar a perceber discordâncias. Preste atenção a omissões sujeitas, orações subordinadas e palavras como "cada", "cada um", "todo" e "qualquer", que podem induzir ao erro se não forem tratadas com cuidado. Pratique com frases de uso cotidiano, corrigindo-as até internalizar os padrões, e assim as questões de concordância verbal e nominal se tornarão naturais na sua comunicação.
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Conclusão
No fim das contas, estudar e aplicar as regras de concordância verbal e nominal é um caminho sólido para dominar o português com clareza e precisão. Ao prestar atenção na relação entre sujeito e verbo, bem como na harmonia entre substantivos, adjetivos e artigos, você elimina dúvidas, evita erros em situações formais e informais e comunica suas ideias com fluência. Trate essas regras como aliadas que, com prática constante, tornam a escrita e a fala mais seguras e naturais.