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Uma questão sobre concordância nominal surge com frequência em redações, provas de língua e até mesmo em conversas mais formais, pois trata da regência entre substantivos e seus adjetivos ou artigos. A concordância nominal é um dos pilares da gramática e garante que as orações soem naturais e estejam tecnicamente corretas em português. Quando falamos sobre esse tema, abordamos a ligação essencial entre o núcleo substantivo e os elementos que o definem, como adjetivos, artigos, pronomes e numerais. Dominar esse conceito ajuda a evitar erros em textos acadêmicos, profissionais e pessoais, deixando a comunicação mais clara e precisa.
O que é e como funciona a concordância nominal
A concordância nominal é a regra que estabelece a compatibilidade entre o substantivo e os seus modificadores, principalmente no gênero (masculino ou feminino) e no número (singular ou plural). Em uma frase como “as flores são bonitas”, o substantivo “flores” é feminino e plural, e o adjetivo “bonitas” segue a mesma concordância, terminando em “as”. Se disséssemos “as flores é bonito”, estaríamos falhando na concordância nominal, pois o adjetivo não está alinhado em gênero ou número com o substantivo. Portanto, essa regra abrange não apenas adjetivos, mas também artigos, pronomes demonstrativos, numerais e outros elementos que acompanham o núcleo.
Na prática, isso significa que, ao escolher um adjetivo ou artigo, você deve olhar para o substantivo que está modificando e reproduzir exatamente o mesmo grau de gênero e número. Exemplos claros ajudam a fixar a ideia: “o livro interessante” (masculino singular), “os livros interessantes” (masculino plural), “a casa nova” (feminino singular) e “as casas novas” (feminino plural). Sempre que houver mais de um substantivo na oração, a regra pode se complicar um pouco, mas o princípio básico continua: o elemento que define ou qualifica deve respeitar as características do substantivo principal.
Concordância nominal com substantivos contáveis e incontáveis
Outro ponto importante da questão sobre concordância nominal envolve a distinção entre substantivos contáveis e incontáveis. No português, enquanto substantivos contáveis geralmente têm formas distintas para singular e plural — como “um carro” e “carros” —, os substantivos incontáveis, muitas vezes referindo-se a massas ou substâncias, podem parecer apenas no singular, mesmo quando nos referimos a grandes quantidades. Isso cria situações em que a concordância precisa ser analisada com cuidado, pois a forma verbal e dos modificadores dependem da unidade que estamos considerando.
Por exemplo, em “o ar está limpo”, tratamos “ar” como um todo singular, então usamos o singular “está” e “limpo”. Porém, em “os ares da manhã estão frescos”, estamos personificando ou dividindo o ar em porções, o que permite a forma plural “estão” e “frescos”. Portanto, a questão sobre concordância nominal nesse caso está ligada a saber se estamos falando de uma massa indivisível ou de uma unidade perceptível dentro de um contexto. Frases como “uma parte da água está azul” e “partes da água estão turvas” mostram como o mesmo substantivo pode exigir verbos e adjetivos em número diferentes, dependendo da ênfese que damos à quantidade.
Erros comuns e como evitá-los
Um dos erros mais frequentes em redações e provas de língua é a concordância nominal incorreta com artigos e adjetivos. Frases como “um problema sério” e “uma problema sério” mostram falha no gênero, enquanto “os problema está” e “as problema estão” ilustram erro no número. Para evitar esses deslizes, é útil reler o trecho e verificar se todos os elementos ao redor do substantivo estão falando a mesma “linguagem” em relação a gênero e número. Uma dica prática é substituir o substantivo por um pronome pessoal ou por um termo genérico que mantenha a concordância, como “aquilo” ou “aqueles”, para testar se a estrutura está correta.
Outro erro comum ocorre quando há mais de um substantivo na oração e a gente acaba concordando apenas com o mais próximo ou com o que parece mais importante. Em “as crianças e o livro está sobre a mesa”, por exemplo, o verbo deveria ser “estão” se considerarmos os dois sujeitos juntos ou “está” apenas se o foco for o livro. Nesses casos, a questão sobre concordância nominal exige atenção ao sujeito real da oração e à maneira como os elementos são coordenados. Separar os sujeitos e analisá-los individualmente ajuda a montar a estrutura correta e evitar confusão.
Regras gerais e exceções a serem observadas
Em sua essência, a concordância nominal obedece a regras claras: o adjetivo ou artigo deve reproduzir gênero e número do substantivo ao qual se refere. No entanto, a língua portuguesa apresenta exceções e usos flexíveis, especialmente quando nomes de origem estrangeira ou termos técnicos entram no cenário. Algumas palavras terminadas em “-ista”, por exemplo, podem ser tanto masculino quanto feminino, dependendo do sujeito, como em “o militante” e “a militante”. Nesses casos, a concordância nominal é ajustada de acordo com a pessoa ou contexto, e não apenas pela terminação aparente.
Além disso, expressões como “todo”, “cada”, “qualquer” e “nenhum” costumam ser tratadas como singulares quando se referem a uma unidade, mesmo que estejam sobre um conjunto plural. Por exemplo, em “todo o povo está feliz”, o verbo está no singular, pois “todo” remete a uma ideia de conjunto único. Já em “todos os alunos chegaram”, a forma plural é obrigatória. Portanto, a questão sobre concordância nominal também envolve o cuidado com núcleos que parecem plural, mas funcionam como uma unidade indivisível, exigindo análise sintática atenta.
Aplicação prática em redações e provas
Na hora de escrever uma redação ou responder questões de língua, a questão sobre concordância nominal aparece como um dos principais critérios de avaliação. É comum que textos contenham erros sutis de concordância, especialmente quando o autor está sob pressão ou não revisa o texto com atenção. Para se sair bem, é importante treinar a identificação rápida dos núcleos substantivos e verificar a compatibilidade dos adjetivos, artigos, pronomes e verbos com esses núcleos.
Praticar a revisão de frases com foco na concordância nominal ajuda a desenvolver um “ouvido” gramatical mais apurado. Exercícios de reescrita, onde se transforma frases com erro em frases corretas, são particularmente eficazes. Além disso, em redações, é útil incluir algumas orações que testem esse conhecimento de forma natural, sem forçar a barra. Um texto bem-escrito demonstra domínio não apenas do vocabulário, mas também das regras gramaticais que tornam a comunicação precisa e elegante.
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Conclusão
A questão sobre concordância nominal pode parecer simples à primeira vista, mas ela envolve uma série de regras e exceções que garantem a coesão e a clareza da língua falada e escrita. Ao compreender como substantivos, adjetivos, artigos e verbos se relacionam em gênero e número, você evita erros constrangedores e transmite suas ideias com precisão. Trata-se de um recurso gramatical essencial, que aparece em avaliações escolares, profissionais e até em situações cotidianas. Portanto, estudar e praticar a concordância nominal é investir em uma comunicação mais fluida, correta e confiante.