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Na gramática portuguesa, a concordância nominal e verbal orienta a estrutura das frases para que sujeito, verbo e complementos estejam em perfeita harmonia.
O que é concordância nominal e por que ela importa
A concordância nominal regula a adaptação de adjetivos, artigos, pronomes e nomes em geral ao gênero e número do substantivo que modificam. Trata-se de um princípio que garante clareza, precisão e elegância na comunicação, evitando ambiguidades e facilitando a leitura. Quando falamos de concordância nominal, nos referimos à regência que estabelece a correspondência entre os elementos estáticos, como os determinantes e os atributos, e o núcleo que eles acompanham. Por exemplo, dizemos "o carro novo" e não "o carros novo", porque o artigo e o adjetivo devem estar alinhados com o substantivo em número e, quando aplicável, gênero.
A aplicação correta da concordância nominal aparece em diversas situações, desde orações simples até textos complexos. Ela está presente na escolha entre formas singulares e plurais, bem como na seleção de variantes de gênero quando o referente permite mais de uma opção. Essencialmente, qualquer modificador que acompanhe um substantivo deve respeitar as características gramaticais dele, formando um par coeso que reforça a compreensão imediata da mensagem. Portanto, dominar a concordância nominal é um passo decisivo para quem busca dominar a língua com segurança estilística.
Concordância verbal: regras e flexão verbal
A concordância verbal diz respeito à adaptação do verbo ao sujeito da oração, em pessoa, número, modo, tempo e, em alguns casos, transição. No português, o verbo flexiona-se para indicar quem realiza a ação (primeira, segunda ou terceira pessoa), quantas pessoas estão envolvidas (singular ou plural), e como esse ato se posiciona no tempo (presente, passado, futuro). Por exemplo, no verbo "falar", temos "eu falo", "tu falas", "ele fala", "nós falamos", "vós falais" e "eles falam", demonstrando como a forma se ajusta ao sujeito.
Além da concordância com o sujeito evidente, é preciso atenção a construções nas quais o verbo pode parecer discordante à primeira vista, como em orações subordinadas substantivas com sujeito implícito, ou em orações coordenadas com múltiplos sujeitos. A regra básica é que, quando dois ou mais sujeitos são unidos por "e", o verbo geralmente adota a forma plural, desde que todos sejam da mesma pessoa e número. No entanto, exceções gramaticais e nuances estilísticas podem surgir, exigindo análise cuidadosa do contexto e do sentido que se deseja transmitir.
Sujeito composto e a regência dos verbos
O sujeito composto surge quando duas ou mais orações, coordenadas por conectivos como "e", "ou", "mas", "também", "nem", entre outros, compartilham um mesmo verbo. Nesses casos, a concordância verbal deve respeitar a regência estabelecida para a unidade lógica formada. Se os elementos mantiverem a mesma pessoa e número ao longo da oração, o verbo pode permanecer em número singular ou plural, dependendo da interpretação coletiva ou distributiva que se atribui ao sujeito.
Quando os sujeitos são de pessoas diferentes ou expressam ações distintas, o verbo geralmente assume a forma plural para refletir a complexidade da ação. Porém, é preciso atenção aos conectivos que ditam a relação entre as partes: "nem", por exemplo, indica negação em ambos os termos e pode influenciar a forma verbal esperada. Portanto, analisar a estrutura completa da oração, incluindo os conectivos e o sentido global, é essencial para escolher a flexão verbal adequada.
Concordância em construções especiais e regras de concordância parcial
A língua portuguesa apresenta construções em que a regência verbal pode parecer atípica, como em orações infinitivas, subordinadas substantivas e perífrases verbais. Em orações como "É importante estudar para a prova", o verbo "estudar" mantém a forma infinitiva, mas a regência é estabelecida pelo adjetivo "importante", que concorda com o sujeito implícito da oração principal. Já em perífrases como "estou falando" ou "tenho estudado", o verbo principal se mantém inalterado, enquanto o verbo auxiliar indica o tempo e a pessoa, criando uma harmônia específica entre eles.
Outro campo de atenção são os sujeitos ocultos ou subentendidos, como em imperativos ou em orações com sujeito elidido. Nesses casos, a concordância verbal se define a partir do pronome implícito que a instrução ou contexto sugerem, como em "fecha a porta", onde a forma "fecha" está adaptada à segunda pessoa do singular. Essas regras de concordância parcial, que englobam não apenas o verbo como outros elementos da oração, exigem prática e leitura atenta para serem dominadas com naturalidade.
Dicas práticas para melhorar a concordância nominal e verbal
Praticar a análise sintática das orações ajuda a identificar sujeitos, verbos e complementos, facilitando a aplicação correta da concordância. Uma estratégia eficaz é reescrever as frases substituindo sujeitos complexos por pronomes simples, o que muitas vezes deixa evidente a forma verbal adequada. Além disso, prestar atenção aos adjetivos, artigos e pronomes que acompanham os substantivos garante que a concordância nominal esteja sendo respeitada em todo o texto.
Revisar textos próprios e alheios com olhos atentos a essas regras é um hábito que acelera o aprendizado. Exercícios de gramática, focados em concordância nominal e verbal, consolidam o conhecimento e ajudam a evitar erros recorrentes. Com paciência e prática constante, ajustar a concordância torna-se um hábito automático, resultando em comunicações mais fluidas, precisas e agradáveis de ler.
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Conclusão
Dominar a concordância nominal e verbal é essencial para construir frases corretas, claras e elegantes em português. Ao longo deste texto, abordamos desde os conceitos fundamentais até aplicações práticas e estratégias de melhoria contínua. Compreender como os elementos se relacionam em torno do substantivo e do verbo permite expressar ideias com maior segurança, seja na escrita formal, no discurso cotidiano ou na comunicação profissional. Portanto, estudar e aplicar esses princípios é um caminho sólido para aprimorar a fluência e a coesão linguística.