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Aqueles que correspondem aos fatores considerados por Mendel são chamados de alelos, ou seja, as diferentes formas de um gene que ocupam o mesmo locus e determinam variantes hereditárias de um determinado caráter.
O Conceito de Alelo Na Teoria Genética de Mendel
Na fundamentação da genética clássica, os fatores considerados por Mendel eram elementos abstraídos que explicavam a transmissão de características de pais para filhos, e a sua essência moderna corresponde justamente aos alelos, que representam variantes distintas de um mesmo gene.
Um alelo específico pode se manifestar como a forma determinante da presença ou ausência de um traço, como a cor de uma flor ou a textura de uma semente, enquanto o outro alelo no par pode exibir a mesma função ou uma função modificada, sendo essa relação a base para entender a herança mendeliana.
Como os Alelos Determinam os Traços Fenotípicos
O fenótipo de um indivíduo, ou seja, a expressão física observável, surge da interação entre os alelos presentes em seus cromossomos, sendo que os fatores considerados por Mendel traduzem-se na combinação exata desses alelos no genótipo de cada organismo.
Quando um organismo possui dois alelos idênticos, dizemos que é homozigoto, e o traço se apresenta de forma uniforme, já na heterozigotos, a manifestação depende da dominância ou recessividade, conceitos que surgiram diretamente das observações experimentais que levaram à formulação das leis da herança.
Exemplos de Alelos em Organismos Modelo
Em estudos clássicos, como os com plantações de ervilha, os fatores considerados por Mendel correspondem diretamente a alelos que controlam características discretas, como a cor amarela ou verde dos grãos, onde a presença de um alelo dominante mascara temporariamente o alelo recessivo.
- Forma redonda versus forma enrugada das sementes
- Cor amarela intensa versus cor verde nas sementes
- Tamanho de plantas com talo longo versus talo curto
Esses pares de características opostas ilustram de forma didática como alelos diferentes no mesmo locus podem gerar resultados fenotípicos distintos, sendo a base para a compreensão dos padrões de segregação e recombinação.
A Importância dos Alelos na Diversidade Genética
A variabilidade genética de uma população reside, em grande parte, na existência de múltiplos alelos para os mesmos genes, e essa diversidade é essencial para a adaptação e sobrevivência das espécies frente a mudanças ambientais.
Embora Mendel não tivesse acesso aos mecanismos moleculares, ao analisar os fatores considerados por Mendel ele já estabelecia a ideia de que a combinação de diferentes unidades transmissíveis gerava a ampla gama de traços observados na natureza, sendo um precursor da genética moderna.
Alelos, Genes e Hereditariedade
No nível citogenético, os fatores considerados por Mendel representam regiões específicas de DNA localizadas nos cromossomos, onde a sequência de nucleotídeos pode variar entre indivíduos, resultando na produção de diferentes proteínas ou na regulação de genes com impacto direto no desenvolvimento.
A herança de alelo segue leis probabilísticas, e a compreensão de como esses variantes são distribuídos em crosses monohíbridos e di-híbridos permite prever genótipos e fenótipos em descendentes, reforçando a utilidade dos princípios mendelianos na biologia e na medicina.
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Conclusão sobre os Fatores Considerados por Mendel
Portanto, os fatores considerados por Mendel correspondem, na biologia contemporânea, aos alelos, as versões genéticas que determinam a herança de traços de uma geração para outra, sendo fundamentais para explicar a diversidade, a hereditariedade e os padrões de transmissão observados em toda a vida.
Compreender a relação entre o conceito histórico de fatores e a realidade molecular dos alelos permite não apenes apreciar a genialidade das descobertas de Mendel, mas também aplicar esses conhecimentos em áreas como melhoramento genético, aconselhamento genético e conservação da biodiversidade.